[OPINIÃO] Steven Moffat: quando é hora de sair

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Esse artigo apresenta um ponto de vista particular e não deve ser interpretado como verdade absoluta

A mais recente edição da SFX Magazine trouxe várias imagens novas do especial The Day of the Doctor, além de declarações bombáticas (as usual) de Steven Moffat. Ele também explicou a ausência de Christopher Eccleston e deu dicas sobre o personagem de John Hurt.

A ausência do 9º Doutor será sentida para muitos fãs de Christopher Eccleston, cujas motivações para a saída da série sempre foram envolvidas em mistério. Mas não há nada de especial nesse fato: ele havia assinado contrato para apenas uma temporada, e não queria ficar marcado no papel. Com uma extensa carreira no teatro e no cinema, Ecclie trouxe com maestria o personagem de volta à vida em 2005, e essa será sua maior contribuição para a trajetória de Doctor Who – e fim. Por isso, quando procurado por Steven Moffat, ele simplesmente disse, em um tom muito amigável, que “não se vê fazendo o especial”. Simples assim. 🙂

The Day of the Doctor ainda traz a participação de John Hurt, mais uma reencarnação do timelord que não merece levar o título de Doutor. Moffat explica a criação do personagem: “Por que não um Doutor de uma vez só, que existe em apenas um episódio? Eu sempre pensei nisso. E se no meio da série o 45º Doutor aparecesse e fosse interpretado por Johnny Depp? Não seria interessante?”. Ele ainda levantou uma polêmica acerca da aparição de Doutores passados. “Também tínhamos a ideia de trazer um Doutor da série clássica, mas teria que ser William Hartnell. Não dá pra ser nenhum dos outros. Ele diria ‘No que eu me tornei?’. Esse é o tipo de confronto que você gostaria de ver no especial de 50 anos”.

Uso essa declaração de gancho para desabafar algo que vem me incomodando há muito tempo. Steven Moffat, ele próprio um fã de Doctor Who desde criancinha, com essa infeliz declaração, jogou no lixo todo o legado deixado pelos Doutores além de William Hartnell, que foi brilhante, sim, mas não devemos jamais nos esquecer da contribuição dos outros atores na construção do personagem e seu papel no sucesso da série. O sonho dos fãs de repetirem a dose de um The Five Doctors foi por água abaixo. Infelizmente, vivemos um momento onde o showrunner acha que é Deus e transforma o próprio personagem do Doutor em um Deus, esquecendo que um dos traços de sua personalidade é justamente passar despercebido pelo tempo e espaço.

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Do centro de sua megalomania, Moffat coloca um grande espetáculo cheio de cores e efeitos – algo que também nunca fez parte de Doctor Who, conhecido por seu baixo orçamento e monstros de geleia – para esconder o fato de que seus roteiros não fecham, seus personagens são mal construídos e ele não sabe fazer uso do whoniverso com maestria. As temporadas 5, 6 e 7 foram as de maior orçamento por parte da BBC, e embora isso seja benéfico de muitas formas (eu não acho que o dinheiro estraga o programa, se bem usado), a sensação no final de capa episódio é que ele mostrou muito, mas falou pouco. Isso quando não ficamos com um grande ponto de interrogação, sempre com a promessa de respostas que nunca vêm. Ou será que virão? Será que no final o grande espetáculo se fecha? Ou simplesmente temos que deixar a nossa cabeça preencher a lacuna como nos convém, abrindo espaço para nossa própria criação de fanfictions e teorias? Em épocas de Livejournal, Facebook e Tumblr, é um prato cheio. Eu também gosto de teorias, e o arco Bad Wolf também me prendeu bastante. Mas os finales das temporadas 5 e 6 deixaram – e MUITO – a desejar.

Mas vamos à construção de personagem. A volta da série em 2005 inaugurou algo crucial: o fato de que a companion é o nosso ponto de vista. Ela faz as perguntas que queremos fazer; ela se maravilha com as coisas do mesmo jeito que nós faríamos; de certa forma, nos identificamos nesse papel de companheiros do Doutor que nos leva por esse universo fascinante. Rose, Martha e Donna tinham família, tinham histórias críveis e palpáveis. As viagens com o Doutor as marcaram para sempre, mas a elaboração de todas essas tramas foi feita com cuidado, aos poucos, com a maestria de Russell T. Davies, que fazia questão de revisar todos os roteiros para não ter nenhuma ponta solta. Era gostoso assistir aos episódios de sua era, um por um, com as aventuras fechadinhas, com histórias bem contadas, falando pouco e dizendo muito. Não vou dizer que não houve falhas. Existem episódios ruins nas temporadas 1-4. Perfeição não existe. Mas quando eu olho para o quadro geral, as recordações são boas. Rose, Martha e Donna, com Eccleston e Tennant, sem esquecer de Barrowman, tiveram momentos brilhantes e conquistaram os nossos dois corações.

Chegamos então à 5ª temporada, agora nas mãos de Steven Moffat. O ponto de vista de Amy Pond sempre foi crucial para a transformação do nosso querido timelord em Deus. Desde criança ela esperou e esperou pelo Doutor, transformando-o no homem mais importante de sua vida, muito mais do que Rory. Moffat brinca com o fato de que Amy precisa fazer uma escolha entre os dois – desde quando esse tipo de coisa acontece em Doctor Who? Por acaso queremos ver Peter Davison dando uns amassos em Tegan ou Nyssa? Já pensou Patrick Troughton se esfregando na Vicki? Ou o 3º na Jo Grant? Tudo isso é tão inconcebível que é até vergonhoso levantar a hipótese.

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Na série moderna, o relacionamento de Rose com o Doutor alcança um outro nível, é verdade, mas que não se concretiza jamais. David Tennant definiu o relacionamento entre eles como “uma história de amor sem amassos”. Rose ama o Doutor (desde Eccleston), e é correspondida, mas o foco nunca é esse. Eles se divertem. Eles são amigos. Eles fazem coisas que amigos e até namorados fazem – sem a pegação. E isso é gostoso de se ver.

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Voltemos. Na 6ª temporada, Amy Pond perde totalmente o foco. A personagem passa por uma transformação enorme – ela tem uma filha, que é raptada – e no episódio seguinte, ela pouco está preocupada em saber o que vai acontecer. O Doutor promete que ela ficará bem, é verdade, afinal, sabemos que Melody Pond é River Song, mas não fica crível. A ordem dos roteiros não bate, a conta não fecha. Se Amy precisou de tantos psiquiatras para superar o Doutor na infância, é difícil acreditar que sua filha perdida em algum canto da galáxia seria facilmente superável. No episódio A Good Man Goes to War, ele próprio um espetáculo que dispara informações a cada segundo, sempre com o discurso de que o Doutor é um mito, e que precisa ser destruído, Amelia logo aparece dizendo que o pai daquele bebê é um homem incrível, o último de sua espécie – péra, ela tá falando do Doutor ou do Rory? Ora, Rory sempre foi o saco de pancadas, o alívio cômico, um ninguém comparado à genialidade absoluta do Doutor. Não desce.

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Entra em cena River Song, mais forte do que nunca, e se envolve romanticamente com o Doutor. A interpretação de Alex Kingston por si só é realmente incrível – ela é uma boa atriz, e confesso, tem ótimos momentos – mas o tom de flerte dela não combina em nada com a personalidade do 11º, que várias vezes dá a entender que sexo é algo que humanos fazem e que ele não tem absolutamente nada a ver com isso (lembrando que ele tem uma neta). Alguns podem dizer que é justamente isso que faz a química ser tão incrível. Justo. Mas eu não consigo me interessar por essa “história de amor”. É forçada demais. Se River é tão independente, por que tudo que ela faz aponta que ela é totalmente vítima de sua paixão pelo Doutor? Enquanto todo mundo acredita que ela é uma badass motherfucker, no fundo ela só é uma garota apaixonada por um cara e que vive sua vida em torno disso. Nada espantoso: o Moffat já fez diversas declarações machistas (just Google it). River Song deveria ter permanecido para sempre na Livraria.

Quanto ao uso que faz dos personagens já estabelecidos, Moffat se atrapalha e reescreve mitos a seu bel-prazer. Enquanto a série levou anos para construir mocinhos e vilões, ele prefere pegar esses mesmos vilões e transformá-los em mocinhos – just because. É verdade que os roteiristas devem manipular seus roteiros para dar o efeito de sentido desejado para contar sua história, mas não era melhor ter inventado seu próprio programa? Ou, no mínimo, ter criado novas raças e personagens?

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Vejamos o caso dos Sontarans. Quem não assistiu a série clássica acredita que eles sejam uma raça militarista – como visto na era Davies – mas que resolveu “amolecer o coração” e virar amiguinho do Doutor. Aqui, o roteiro conduz a algo que a gente nem viu acontecer, mas que coloca Strax sendo legal como uma punição que também não fica bem explicada. Recomendo o especial The Two Doctors para vocês verem do que os Sontarans são realmente capazes. Os Silurianos também passam por uma grande transformação, não apenas física, mas também de comportamento. Ao cooperar com o Doutor e se mesclar com humanos, Vastra ganha traços de carisma que não são próprios de sua raça. Dessa forma, a decisão de colocar o trio Strax, Vastra e Jenny de alívio cômico também trata-se de um equívoco. Sontarans não são bonzinhos, Silurians, os homo reptilia, odeiam homo sapiens e Jenny só existe porque Vastra existe – a não ser que ela seja a filha do Doutor regenerada (esse sim seria um lindo plot twist). A sensação que fica é de que a era Moffat é uma grande fanfiction de gosto duvidoso.

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Não pretendo ser injusta. A era Moffat tem, sim, momentos bons. Momentos que me fizeram chorar, que me fizeram pensar “uau, essa é mesmo minha série favorita”. Como esquecer Vincent and the Doctor, com Van Gogh percebendo o quão incrível ele era só porque o Doutor levou ele pro futuro? E The Doctor’s Wife, onde a Tardis se torna uma pessoa – uma mulher! – e faz o Doutor se emocionar? É lindo. A regeneração de Mels na River Song é demais. Os episódios com o Craig e Stormaggedon são fofos. Com Jenna Coleman, não dá pra deixar de citar Asylum of the Daleks, The Snowmen e Rings of Akahten. Episódios conhecidos como fillers costumam ser bem legais (com exceções: Cold War nem precisava existir). É uma verdade estabelecida no fandom de que Moffat se dá muito bem escrevendo fillers (oi, Blink?), mas como showrunner, é outra história.

A era Smith está no fim. Com The Day of the Doctor e o especial de Natal, ele fecha seu ciclo, e deve deixar pontas soltas. No ano que vem, Moffat continua seu trabalho como showrunner, dessa vez com um novo ator, Peter Capaldi, que é totalmente diferente de Matt, e com Jenna Coleman, que continua como Clara Oswald. O que devemos esperar? Temos poucas informações. Mark Gatiss já disse que Capaldi será menos nobre que Smith, mas eu vou além: Capaldi deve diferir de Smith de várias maneiras. Deve, sim, continuar como o timelord que amamos, excêntrico, inteligente, brilhante… mas quero que essa megalomania acabe logo pra voltar a assistir Doctor Who como eu assistia antes: com aquela sensação gostosa no final, de ter passado 50 minutos curtindo um bom pedaço de entretenimento. Com teorias, sim, mas sem estresse, sem loucura, sem flashes de câmera, sem badalação. Que o Doutor volte a passear na Tardis em paz, sem se sentir um Deus, sem essa sombra de “já vivi demais”. O Primeiro Doutor também se sentia velho e cansado, e era a reencarnação mais jovem na tela. Assim como Bill foi em paz, que Capaldi traga de novo essa calma própria de um velhinho que sabe que fez tudo que pôde para melhorar a vida dos habitantes dessa galáxia infinita. E se essa execução não for possível nas mãos do Moffat, que ele dê lugar a outra pessoa. Talvez até para o próprio Mark Gatiss, que é apaixonado por Doctor Who e é responsável pelo especial An Adventure in Space and Time, sobre as origens do show. Esse especial, sim, é que promete…

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Thais Aux

Thais Aux é jornalista e tradutora. Começou a ver a série em 2011, quando criou este site! Doutor favorito: 10º. Companion favorita: Rose Tyler. Vilão favorito: Daleks!

7 comentários em “[OPINIÃO] Steven Moffat: quando é hora de sair

  • 15/10/2013 em 8:57 PM
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    Fiquei muito feliz de ler esse artigo.Conheci Doctor Who esse ano, passei pelo processo que acredito que a maioria das pessoas que conhecem a série pela primeira vez(mesmo que seja pela fase de 2005)passam.Assistia 2 ou 3 episódios por dia,era uma delícia, a descoberta de um universo novo. Foi assim até quarta temporada. Vi até a sétima,mas a mudança de estilo à partir da quinta temporada é gritante.Nenhum problema com Matt Smith, que trouxe um doutor diferente,mas também muito bom.Na minha opinião, a qualidade dos roteiros diminuiu, as coisas não eram tão bem amarradas como antes. A era Davies era perfeita? Claro que não,mas muito melhor que a fase atual. Novamente, isso é apenas a minha opinião, mas concordo com diversos pontos abordados no post. Desculpe o comentário gigante =)

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  • 16/10/2013 em 11:59 AM
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    Nunca li tanta idiotice junta. Você REALMENTE conhece DW?

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    • 16/10/2013 em 12:25 PM
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      Eu acho que, se eu não conhecesse Doctor Who, eu não teria criado um site sobre isso, concorda? Se você não consegue respeitar a opinião dos outros, talvez fosse interessante rever seus conceitos sobre a vida, o universo e tudo mais.

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  • 16/10/2013 em 12:05 PM
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    Realmente “Pontas Soltas” deveria ser o nome do meio do Moffat. Tb tenho esta impressão q a conta não vai fechar no final. Acho que ter um Siluriano dos lados dos mocinhos é algo bom, eles deram a entender q só querem coexistir com os humanos, afinal o planeta tb pertence a eles.
    Pq este preconceito? Pq achar q só tem maçã podre no meio dos Sontarianos? Isso não é desconstruir a série, pelo contrário. É a msm coisa q colocar um Jack Harkness omni-sexual e dar um beijo no Doutor. As coisas mudam, o próprio Doutor mudou o jeito de trabalhar durante a série.

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  • 16/10/2013 em 5:44 PM
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    sobre a mudança de vilões para mocinhos, o RTD pode não ter feito isso, mas também mudou os vilões, o que falar dos Cybermens que são originados do Planeta Mondas, e foi mudado como sendo criados por uma industria da Terra de um universo alternativo, sem falar no Mestre, que está muito mais louco do que ele era na série clássica, pelo que eu já vi dele na série clássica, ele armava um plano para pegar o Doutor, mas ele sempre descobria, alguns arcos depois, volta com outra armadilha, na era do RTD, o Mestre parece totalmente louco, falando de som de tambores, tentando dominar a Terra, ele morre, eles trazem o Mestre de volta a vida ,com raios saindo da mão.

    eu já tentei ver as 3 primeiras temporadas do RTD, e eu odiei, não consigo passar dos episódios dos aliens que peida, dos Daleks humanos, dessas 3 temporadas só gostei de 6 episódios. conheci os Cybermans na segunda temporada, foram 4 episódios e achava péssimos vilões, só fui gostar deles quando vi arcos da série clássica e da série atual só no episódio do Neil Gaiman. a unica temporada do RTD que gostei foi a 4ª temporada, que achei boa.

    Agora das 3 temporadas do Moffat, gostei da 5ª (que para mim foi a melhor temporada da série atual) e da 7ª, entre os episódios das 3 temporadas, só de 2 episódios não gostei, dos piratas e da casa de bonecas, o resto eu achei bom, e revejo várias vezes.

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  • 15/06/2014 em 10:47 PM
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    Acho bem besta esse drama em cima da Declaração que o Moffat havia dado em relação ao Doctor da ´serie clássica. Tipo… ele só disse que teria que ser o 1º devido a personalidade do mesmo, por causa do William, ele não desmereceu ninguém. Mas claro, é o Moffat! vamos só arummar uma desculpa pra xingar ele.

    ANYWAY

    Concordo sobre ele não trabalha bem nos personagem nas temp 5 e 6. Acho que isso se deve ao fato de focar demais no Doctor, e em desenvolver o Timelord da sua forma. E ele fez isso com maestria sim, não tem como negar diante dos conflitos internos que o Doctor tem/teve, mas não é muito desculpa. E Se ele falhou com a Amy nessas duas temporadas anteriores, ele compensou SIM na 7ª. Mostrando que a Amy cresceu além do Doctor.

    Sobre isso da Amy escolher o Rory ou o Doctor… Acho que vi isso na era Davies, será? Com Rose tratando Mickey como lixo? hmm pois é. Pelo menos Amy não foi tão estúpida com ele como Rose havia sido.

    E o que há de errado no discurso em A Good Man goes to War? sobre o Homem incrível que o Rory é? Ele já não provou o valor dele esperando 2.000 por ela? Ela já n deixou claro a importância do Rory pra ela? Bater numa tecla como essa é apontar um erro que não tem. É ignorar todos os episódios que mostram que a relação dos dois é mais forte que o Doctor. ISSO não desce.

    Já sobre os vilões virarem “bonzinhos”, não vejo problema nisso, realmente. Era Davies teve pelo menos 3 Daleks que mudaram de lado, de certa foram. Um se mesclou com um HUMANO! Meu Deus! e também teve um Cyberman do bem… Isso tudo bem se não for generalizar. Um Sontaran bom não quer dizer que a raça toda é. Tanto que alguns prederam o Doctor na Padorica. O mesmo pros Silurians, e se me lembro bem, já foi dito que esses são de outro tipo da mesma raça. Uma tribo diferente.

    Mas enfim… Concordo 100% sobre a River, concordo sobre a 6ª temp ter uma das piores construções de personagens. Da Amy perder totalmente o foco, e quando resolvem desenvolver algo nela (The Girl Who Waited/The God Complex) só focam na sua relação com o Doctor e Rory, e ignoram o fato da ausência da filha. Que tem uma desculpa porca (se é que aquilo foi uma desculpa) pra não poder voltar com os pais.
    Torço pra que ele não cague na Clara, TORÇO MUITO! que a até agora foi mais bem construída que a Amy

    O problema do Moffat é demorar demais a unir as pontas soltas – A S7 é minha favorita por ser mais “simples” e fechadinha. Mas toda a era Smith foi um plot só, uma MEGA-ARCO, é só olhar pra trás e ver as coisas encaixando até chegar em The Time (que é ruim, por sinal, mas talvez por causa do jeito que foi executado). Por isso temos a sensação de vazio e de coisa solta no final das temporadas, o quebra-cabeça só se juntou agora. O Câncer se instalou na sexta 6ª temporada, por ele achar que podia sustentar a mesma história por muito tempo, e rezo pra que ele tenha percebido isso.
    Ele tem a habilidade pra ser um showrunner foda, só deixar o ego de lado.

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